PF indicia 16 pessoas por acidente da Voepass e aponta falhas operacionais

 Entre os indiciados estão profissionais ligados às áreas de manutenção, operação e gestão da empresa



Resumo
A Polícia Federal indicia 16 pessoas pela queda do avião da Voepass em 2024, apontando falhas técnicas, condições meteorológicas adversas e cultura de negligência na empresa como causas do acidente que resultou na morte de 62 pessoas.

A Polícia Federal informou que concluiu a investigação criminal sobre a queda do voo 2283 da Voepass, que ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), indiciando 16 funcionários e ex-funcionários da companhia aérea pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

Entre os indiciados estão profissionais ligados às áreas de manutenção, operação e gestão da empresa, incluindo o proprietário José Luiz Felício Filho e o diretor de manutenção, Eric Cônsoli.

Segundo a PF, o acidente que matou 62 pessoas foi resultado da combinação de fatores técnicos e operacionais. A perícia concluiu que a aeronave perdeu o controle em voo após operar com acúmulo de gelo, enquanto o sistema pneumático de degelo apresentava falhas. A investigação também identificou que procedimentos previstos para esse tipo de situação não foram executados corretamente pela tripulação.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, falhas registradas durante voos anteriores deixavam de ser anotadas nos diários de bordo, impedindo que chegassem ao conhecimento da equipe de manutenção. Os peritos conseguiram comprovar essas ocorrências por meio dos dados extraídos das caixas-pretas da aeronave, que revelaram alertas recorrentes relacionados ao sistema de degelo antes do voo que terminou em tragédia.

O relatório também aponta que tripulações anteriores omitiram panes consideradas relevantes para evitar que a aeronave fosse retirada de operação. Durante a análise dos áudios da cabine, os investigadores identificaram ainda manifestações dos pilotos sobre o mau funcionamento do sistema de degelo momentos antes da queda.

Em nota, a Voepass afirmou que o acidente representa o episódio mais difícil de sua história e reiterou solidariedade às famílias das vítimas. A empresa também declarou que sempre adotou padrões internacionais de segurança e afirmou continuar colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações.


Polícia Federal divulga relatório sobre queda do avião da Voepass e indicia 16 pessoas




A Polícia Federal divulgou nesta quinta-feira, 16, o relatório sobre a queda do avião da Voepass, em Vinhedo, no interior de São Paulo, e que deixou 62 pessoas mortas em agosto de 2024. Ao todo, 16 pessoas foram indiciadas. 


O documento atesta que os pilotos sabiam de falhas no sistema de degelo, compararam a aeronave a um 'Fusquinha' e revela diálogos registrados na caixa-preta que indicam problemas recorrentes, que não eram comunicados pelas tripulações.

A Polícia Federal concluiu que a tragédia ocorreu por uma sucessão de fatores meteorológicos, falhas técnicas e conduta operacional insuficiente. 

Os indiciados são apontados como responsáveis ou como pessoas que contribuíram para o acidente, por ação ou negligência. Entre eles estão o dono da companhia de Ribeirão Preto (SP), José Luis Felicio, e o diretor de manutenção, Eric Cônsoli. Eles irão responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, Carlos Eduardo Palhares, afirmou que havia uma cultura de 'não informe' na empresa. "Nos voos anteriores desse mesmo avião, não havia registro de problemas no sistema de degelo. Mas, ao analisar a caixa-preta, foi identificado que o sistema de quebra de gelo pneumático apresentava falhas", declarou. 

Segundo Palhares, o avião estava com o limpador de para-brisa inoperante no dia do acidente. Por se tratar de um dia chuvoso, de acordo com ele, a aeronave não deveria ter decolado com o equipamento falhando. 




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